Isolamento

 

 

Você sabia que o isolamento social causa problemas na bainha de mielina?  Aqui estamos nós de novo! Hoje o tema é: formação da bainha de mielina e suas complicações decorrentos do isolamento social precoce. Sabe-se que o isolamento social (quando jovem) resulta em alterações comportamentais, como dificuldades de interação com outras pessoas, e também alterações cognitivas no ser humano.

 

 

 Quando um estudo foi feito em macacos rhesus, observou-se que eles possuíam complicações na memória também.  As alterações decorrentes do isolamento social, ocorrem principalmente nas regiões de substância branca do cérebro (aquelas regiões onde predominam os axônios com suas bainhas  de mielina, ou seja, local onde passam fibras que irão conectar vários neurônios dentro do cérebro), e principalmente, em uma região chamada córtex pré-frontal.  Sendo assim, um grupo de pesquisadores de Harvard pesquisaram se o isolamento social afetava, de alguma forma, a bainha de mielina.

 

 

 Para isso, eles utilizaram camundongos com idade de 21 dias, e deixaram eles isolados (um em cada gaiola) por 2 ou 4 semanas. Compararam esses camundongos com outros que viveram pelas mesmas semanas em condições normais, ou seja, com mais camundongos nas gaiolas.  Alguns dos resultados dessa pesquisa foram que os oligodendrócitos (as células responsáveis por produzir a bainha de mielina ao redor dos neurônios) dos animais isolados eram mais simples, com menos prolongamentos, com menos ramificações e a bainha de mielina se tornou mais fina. Além disso, houve redução na expressão de genes relacionados com a produção da bainha de mielina e mudanças na produção do neurotransmissor dopamina. Com tudo isso, que eles determinaram, é que, após um período crítico de isolamento social de camundongos jovens (que é de 2 semanas), a maturação de oligodendrócitos foi prejudicada. Isso tudo promoveu alterações de comportamento social e também afetou prejudicou a memória dos camundongos isolados.  Mas o que tem a ver os oligodendrócitos com os comportamentos sociais?

 

 

 Uma das coisas que pode ser levada em conta, é que a espessura da bainha de mielina fica menor, fato este que diminui a velocidade da condução do impulso nervoso dentro do axônio. Isso pode desencadear um processamento anormal da informação, o que culmina com comportamentos prejudicados e falta de memória. Uma outra possibilidade é de que as alterações na produção de dopamina estejam contribuindo para produzir alterações comportamentais e também alterações de memória. Ou seja galerinha, a maturação de oligodendrócitos é dependente de experiência social! Por isso, futuros e atuais papais e mamães, proteção é importante, mas vamos com calma! As crianças precisam ter interação com outras crianças e outras pessoas para o correto desenvolvimento do seu sistema nervoso!

Adensamento versus isolamento afetivo-cognitivo.

Note que o primeiro ato de uma ditadura é fechar os canais de circulação de ideias e impedir reunião de pessoas.  Quando o poder precisa se fechar e centralizar, impede que as pessoas conversem. Há uma relação entre o adensamento versus o isolamento.  Isso acontece em movimentos do Pêndulo Cognitivo.  Quando temos um Ambiente Cognitivo que propicia o isolamento, como no século passado, quando tivemos:

- migração para grandes centros;

- e fortalecimento de mídias de massa.

 

 

Tivemos um isolamento e uma intermediação das relações, via um centro produtor, que definia uma hegemonia de visão da realidade.  O movimento inverso, quando temos a abertura de canais, e um processo de canalização social, é o contrário.  Temos um adensamento cognitivo-afetivo, através do aumento de troca entre as pessoas, quebrando as barreiras das grandes cidades. O ser humano é um ser basicamente social e tem sérios problemas de todo o tipo no isolamento.  O adensamento, mesmo que a distância, como temos vistos nos ambientes digitais resgata uma taxa de troca e de auto-estima das pessoas, que é a base para uma nova governança, que não se dará mais como no passado.

- O adensamento hoje não é mais local;

- e nem será mais, através de cartas, telefonemas ou pelos livros.

Mas através de relações digitais, que terão que saber vencer as barreiras, criando um movimento glocalizado. Tem que ser digital a distância e não-tecnológico quando presencial.  Hoje, estamos vivendo a tecno-intoxicação, que invade o local com tecnologias e isso deve ser combatido com a reflexão sobre o uso ao longo do tempo.  O adensamento afetivo-cognitivo que muitos vêm, como no Facebook, como algo pueril ou de baixa qualidade é a base de adensamento e de proteção da sociedade, que rapidamente troca e se articula.E se protege.As manifestações de junho foi um movimento de massa, mas que centenas de outros pequenos gestos de apoio, solidariedade, micro-movimentos de apoio têm acontecido, sem que se perceba a sua validade no futuro.

 

Isolamento Social

 

 

Segundo o poeta inglês John Donne, “Nenhum homem é uma ilha, inteiramente isolado; todo homem é um pedaço de um continente, uma parte de um todo“. Sobre os seus versos, cientistas têm atestado que a falta de interação social causa males à saúde do ser humano, sendo a solidão uma das principais causadoras do alcoolismo, obesidade e sedentarismo.  Não somente pela poesia ou pelos estudos da medicina, mas segundo as ciências humanas sabe-se que o homem é um ser social e essa característica é inerente a sua natureza. Estar vinculado aos demais depende de uma prática de se viver em sociedade.  Geralmente, o ser humano nasce pertencente de uma  família, de um grupo que se estende conforme o seu desenvolvimento e sua capacidade de construir novos laços. Esses laços podem ser afetivos, fraternos, amorosos, acadêmico, religioso, regional, entre outros. O ser humano para sobreviver tem como condição viver em sociedade, seja na questão social ou biológica. Em sociedade, o ser humano também desenvolve a sua personalidade e possibilidades. A falta de interação social, também reconhecida como isolamento social retira do homem a possibilidade de se construir uma consciência coletiva e convivência coletiva. O isolamento social pode ser causado por bloqueios emocionais, psicológicos e sociais. Geralmente, há casos de interesse que geradores desse quadro, como pessoas politicamente ou economicamente ‘poderosas’ que se isolam para proteger a sua reputação, vantagem, autoridade sobre os demais, segurança e sentimento de superioridade. Por outro lado estar socializado pode beneficiar o ser humano: Individualmente: estimulação a inteligência e desenvolvimento de personalidade, libertação de costumes cristalizados; auxilio para a solução de problemas.  Coletivamente : interação entre os povos, costumes, instituições sociais e mudanças sociais.  O contato entre pessoas e as diversas maneiras de relacionamento podem ser especificadas das seguintes maneiras:  Contato físicos: baseado em percepções sensitivas; por meio da visão, olfato, audição e tato. Plano psíquico: praticada por uma troca de idéias ou emoções entre os indivíduos.  Plano psicofísico: são aqueles contatos humanos que abrangem também os contatos psíquicos.  Diretos: contato efetuado de indivíduo para indivíduo, sem intermediários;  Indiretos: contato de indivíduo para indivíduo feito por intermediários ou suportes técnicos de comunicação.

 

Solidão aumenta risco de demência, aponta estudo

Falta de convívio social favorece a perda de memória

 

 

 Pessoas de idade que se sentem solitárias têm um risco maior de desenvolver demência, de acordo com um novo estudo publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry no dia 10 de dezembro. A pesquisa foi conduzida por um especialista da VU University Medical Center, na Holanda. Ele lembra, no entanto, que viver sozinho não é sinônimo de solidão. Participaram da análise dois mil idosos que apresentavam sinais de demência. Quase metade deles vivia sozinha, 75% não contavam com suporte social e por volta de 20% deles relataram se sentir solitários. O grupo foi acompanhado por três anos, período durante o qual 9% dos idosos que viviam sozinhos e 6% dos que viviam com outras pessoas desenvolveram demência. O problema também afetou 5% daqueles que tinham apoio social e 11% dos que não contavam com esse apoio. Outro dado importante foi que mais de 13% dos idosos que se sentiam sozinhos desenvolveram demência contra 6% que relataram terem mais relações sociais. A partir desses resultados, os especialistas concluíram que os participantes que vivam sozinhos ou que não eram mais casados tinham um risco entre 70 e 80% maior de desenvolver demência do que aqueles que contavam com outras pessoas na casa ou ainda eram casados. Os que se diziam solitários, por sua vez, apresentaram uma probabilidade 2,5 vezes maior de ter o problema do que os demais. O estudo mostra que morar sozinho não é prejudicial, desde que o idoso tenha atividades que preencham sua rotina para evitar a sensação de solidão. Os resultados foram similares para homens e mulheres. Entretanto, não foi concluída uma relação direta de causa e efeito.

 

Saúde em alta na terceira idade

 

 

Mesmo depois que os filhos saem de casa, você se aposenta  e outras inúmeras mudanças desaceleram sua rotina, é possível conservar um dia a dia agitado e produtivo. Confira algumas dicas das atividades mais recomendadas na terceira idade.  Força, ritmo e agilidade, equilíbrio e flexibilidade fazem da dança uma ótima atividade para quem precisa mexer o corpo. Além disso, dançar requer exercício da memória e consciência corporal.

 

Aprenda a tocar música

Nunca é tarde para aprender a tocar algum instrumento. Estudar música estimula o cérebro, a coordenação e a memória.

 

Viaje pelo mundo

Viajar, conhecer novos lugares e aprender novas culturas também é estimulante. Trace roteiros, conheça pessoas e aumente ainda mais sua bagagem.

 

Faça passeios culturais

Teatro, cinema, apresentações de dança e show são ótimas formas de entretenimento. Convide amigos ou vá sozinho mesmo.

 

 

O SER HUMANO MASSIFICADO

 

 

Uma das grandes contradições da sociedade contemporânea consiste no fato de que a revolução tecnológica colocou nas mãos do ser humano meios de comunicação cada vez mais sofisticados (redes de computadores, telefones celulares, etc.), mas isso não tem contribuído para o enriquecimento dos contatos sociais e das relações humanas. Pelo contrário, tem acentuado a tendência à solidão. Essa contradição é aqui analisada por Delfim Soares.

O maior instrumento da globalização cultural na sociedade tecnológica tem sido certamente a expansão das redes de comunicação de massa. A abrangência, extensão e eficácia dessas redes estão na raiz das grandes transformações ocorridas na virada do século XX. A redução do planeta a uma aldeia produziu uma verdadeira revolução espaço temporal.O convívio humano que resulta de contatos primários é a característica dominante das sociedades pouco industrializadas, das zonas rurais ou de pequenos grupos sociais. A industrialização e a urbanização estabeleceram um modo de vida no qual o contato primário, interpessoal, foi reduzido, favorecendo a generalização dos contatos secundários e das relações impessoais.Observa-se, assim, uma tendência inversa entre a formação das grandes aglomerados populacionais e o convívio humano. A instauração da sociedade de massa se constituiu num marco decisivo para o surgimento de um ser humano massificado.  Nesse modelo social, o ser humano deixa de ser considerado pessoa e passa a ser encarado como máquina devoradora de produtos, ideais ou mercadorias. Não se consideram valores pessoais ou anseios individuais. Por um processo de condicionamento gradual irreversível, vão sendo determinados seus anseios, de acordo com as necessidades de reprodução do sistema. Sua personalidade vai se transformando e seu comportamento se adaptando no sentido de atender aos objetivos dessa nova ordem. O ser humano deixa de ser um indivíduo e passa a ser apenas uma entidade numérica, parte de uma engrenagem, da qual é um simples objeto.A complexidade urbana, generalização do anonimato, o surgimento da selva de pedra e a massificação são alguns dos fatores que contribuem para a despersonificação dos indivíduos. Na sociedade pós-industrial, o contato geral entre as pessoas é apenas físico, o significado das interações sociais fica reduzido a seus papéis sociais formais e suas funções profissionais. À medida que os contatos meramente formais se generalizam, expande-se o anonimato.O homem vive no meio da multidão, mas não convive com ninguém, como pessoa, a multidão nas ruas, o congestionamento no trânsito, a moradia em apartamentos superpostos, as turbas nos estágios esportivos e os enxames humanos nas praias são manifestações sociais freqüentes. Nelas, raramente se verifica convívio humano, mesmo as relações mais íntimas são, muitas vezes, mero contato de objetos humanos e não relações interpessoais. Os indivíduos não se encaram mais como pessoas, mas como objetos. Nesse contexto, cresce a sensação de solidão.    O Isolamento é a escuridão do ser Humano!

 

Estudo realizado por Pastor Rogério Costa

Caxias do Sul – 12/04/13

 

 

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