O papel das mulheres!

 

 

 

O papel da mulher na sociedade

 

 

Muito recentemente, a propaganda de televisão de uma grande marca mundial de automóveis tentava vender seu produto ilustrando a mudança do papel social da mulher. Uma jovem com trajes de executiva chegava em casa após um dia de trabalho e cumprimentava seu marido, o qual estava ocupado preparando a refeição da família. Para surpresa desse homem, que “comandava” a cozinha e cuidava de suas filhas, sua esposa o presentearia com um carro novo. A partir dessa cena, rapidamente aqui descrita, pode surgir a seguinte pergunta: esse comercial faria sentido décadas atrás? Certamente que não. Contudo, essa resposta carece de uma explicação menos simplista, e requer uma maior compreensão do que se chama de questões de gênero e papéis sociais.

Mulheres e homens ao longo de boa parte da história da humanidade desempenhavam papéis sociais muito diferentes. Mas do que se trata o papel social? Segundo a Sociologia, trata-se das funções e atividades exercidas pelo indivíduo em sociedade, principalmente ao desempenhar suas relações sociais ao viver em grupo. A vida social pressupõe expectativas de comportamentos entre os indivíduos, e dos indivíduos consigo mesmos. Essas funções e esses padrões comportamentais variam conforme diversos fatores, como classe social, posição na divisão social do trabalho, grau de instrução, credo religioso e, principalmente, segundo o sexo. Dessa forma, as questões de gênero dizem respeito às relações sociais e aos papéis sociais desempenhados conforme o sexo do indivíduo, sendo o papel da mulher o mais estudado e discutido dentro dessa temática, haja vista a desigualdade sexual existente com prejuízo para a figura feminina. Assim, enquanto o sexo da pessoa está ligado ao aspecto biológico, o gênero (ou seja, a feminilidade ou masculinidade enquanto comportamentos e identidade) trata-se de uma construção cultural, fruto da vida em sociedade. Em outras palavras, as coisas de menino e de menina, de homem e de mulher, podem variar temporal e historicamente, de cultura em cultura, conforme convenções elaboradas socialmente.

As diferenças sexuais sempre foram valorizadas ao longo dos séculos pelos mais diferentes povos em todo o mundo. Algumas culturas – como a ocidental – associaram a figura feminina ao pecado e à corrupção do homem, como pode ser visto na tradição judaico-cristã. Da mesma forma, a figura feminina foi também associada à ideia de uma fragilidade maior que a colocasse em uma situação de total dependência da figura masculina, seja do pai, do irmão, ou do marido, dando origem aos moldes de uma cultura patriarcalista e machista. Assim, esse modelo sugeria a tutela constante das mulheres ao longo de suas vidas pelos homens, antes e depois do matrimônio.Aliás, o casamento enquanto ritual marcaria a origem de uma nova família na qual a mulher assumira o papel de mãe, passando das “mãos” de seu pai para as de seu noivo, como se vê no ato da cerimônia.

Mas como aqui já se abordou, se as noções de feminilidade e masculinidade podem mudar ao longo da história conforme as transformações sociais ocorridas, isto foi o que aconteceu na cultura ocidental, berço do modo capitalista de produção. Com o surgimento da sociedade industrial, a mulher assume uma posição como operária nas fábricas e indústrias, deixando o espaço doméstico como único locus de seu trabalho diário. Se outrora a mulher deveria apenas servir ao marido e aos filhos nos afazeres domésticos, ou apenas se limitando às tarefas no campo – no caso das camponesas europeias, a Revolução Industrial traria uma nova realidade econômica que a levaria ao trabalho junto às máquinas de tear. Obviamente, não foram poucos os problemas enfrentados pelas mulheres, principalmente ao se considerar o contexto hostil de um regime de trabalho exaustivo no início do processo de industrialização e formação dos grandes centros urbanos.Após um longo período de opressão e discriminação, a passagem do século XIX para o XX ficou marcada pelo recrudescimento do movimento feminista, o qual ganharia voz e representatividade política mais tarde em todo o mundo na luta pelos direitos das mulheres, dentre eles o direito ao voto.

Essa luta pela cidadania não seria fácil, arrastando-se por anos.

 Prova disso está no fato de que a participação do voto feminino é um fenômeno também recente para a história do Brasil. Embora a proclamação da República tenha ocorrido em 1889, foi apenas em 1932 que as mulheres brasileiras puderam votar efetivamente. Esta restrição ao voto e à participação feminina no Brasil seriam consequência do predomínio de uma organização social patriarcal, na qual a figura feminina estava em segundo plano. Mesmo com alguns avanços, ainda no início da segunda metade do século XX, as mulheres sofriam as consequências do preconceito e do status de inferioridade. Aquele modelo de família norte-americana estava em seu auge, em que a figura feminina era imaginada de avental e com bobs nos cabelos, no meio da cozinha, envolta por liquidificador, batedeira, fogão, entre outros utensílios domésticos.

 Seria apenas no transcorrer das décadas de 50, 60 e 70 que o mundo assistiria mudanças fundamentais no papel social da mulher, mudanças estas significativas para os dias de hoje. O movimento contracultural encabeçado por jovens (a exemplo do movimento Hippie) transgressores dos padrões culturais ocidentais outrora predominantes defendiam uma revolução e liberação sexual, quebrando tabus para o sexo feminino, não apenas em relação à sexualidade, mas também no que dizia respeito ao divórcio.

Como se sabe, o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção requer cada vez menos o trabalho braçal, necessitando-se cada vez mais de trabalho intelectual. Consequentemente, criam-se condições cada vez mais favoráveis para a inserção do trabalho da mulher nos mais diferentes ramos de atividade. Ao estudar cada vez mais, as mulheres se preparam para assumir não apenas outras funções no mercado de trabalho, mas sim para assumir aquelas de comando, liderança, cargos em que antes predominavam o terno e a gravata. Essa guinada em seu papel social reflete não apenas nas relações de trabalhos em si, mas fundamentalmente nas relações sociais com os homens de maneira em geral.

Isto significa que mudanças no papel da mulher requerem mudanças no papel do homem, o qual passa por uma crise de identidade ao ter de dividir um espaço no qual outrora reinava absoluto.Mulheres com maior grau de escolaridade diminuem as taxas de natalidade (têm menos filhos), casam-se com idades mais avançadas, possuem maior expectativa de vida e podem assumir o comando da família como no exemplo da propaganda de automóvel citada. Obviamente, vale dizer que as aspirações femininas variam conforme seu nível de esclarecimento, mas também conforme a cultura em que a mulher está inserida.Contudo, é preciso se pensar que mesmo com todas essas mudanças no papel da mulher, ainda não há igualdade de salários, mesmo que desempenhem as mesmas funções profissionais, ainda havendo o que se chama de preconceito de gênero. Além disso, a mulher ainda acaba por acumular algumas funções domésticas assimiladas culturalmente como se fossem sua obrigação e não do homem – funções de dona de casa.

 Da mesma forma, infelizmente a questão da violência contra a mulher ainda é um dos problemas a serem superados, embora a “Lei Maria da Penha” signifique um avanço na luta pela defesa da integridade da mulher brasileira.Mas a pergunta principal vem à tona: qual o papel da mulher na sociedade atual? Pode-se afirmar que a mulher de hoje tem uma maior autonomia, liberdade de expressão, bem como emancipou seu corpo, suas ideias e posicionamentos outrora sufocados.

Em outras palavras, a mulher do século XXI deixou de ser coadjuvante para assumir um lugar diferente na sociedade, com novas liberdades, possibilidades e responsabilidades, dando voz ativa a seu senso crítico. Deixou-se de acreditar numa inferioridade natural da mulher diante da figura masculina nos mais diferentes âmbitos da vida social, inferioridade esta aceita e assumida muitas vezes mesmo por algumas mulheres.

Hoje as mulheres não ficam apenas restritas ao lar (como donas de casa), mas comandam escolas, universidades, empresas, cidades e, até mesmo, países, a exemplo da presidenta Dilma Roussef, primeira mulher a assumir o cargo mais importante da República. Dessa forma, se por um lado a inversão dos papéis sociais ilustrada pela campanha publicitária (citada no início do texto) de um automóvel está em dissonância com um passado não tão distante, por outro lado mostra os sinais de um novo tempo que já se iniciou. Contudo, avanços à parte, é preciso que se diga que as questões de gênero no Brasil e no mundo devem sempre estar na pauta das discussões da sociedade civil e do Estado, dada a importância da defesa dos direitos e da igualdade entre os indivíduos na construção de um mundo mais justo.

 

 

Qual é o papel da mulher na Igreja?

 

 

A Igreja afirma, ao mesmo tempo, a igualdade entre o homem e a mulher, por um lado, e sua diferença e complementariedade, por outro.

É necessário voltar às fontes, observar o comportamento de Jesus nos Evangelhos, ver seu ensinamento sobre o casamento.

São Paulo tem fama de ser misógino, mas será que é mesmo?

As personagens femininas são numerosas nos Evangelhos.

Um grupo de mulheres acompanha Jesus e seus discípulos.

Jesus dá como exemplo muitas mulheres, como a cananeia, que demonstra uma grande fé, como a mulher que derramou em seus pés um perfume muito caro.

 Algumas são acusadas pelos fariseus de ser “pecadoras”, mas Jesus libertou a mulher adúltera, que seria lapidada. Ele conversou longamente com a samaritana, para grande surpresa dos discípulos. Seus principais adversários são homens. O traidor é um homem, Judas.

As primeiras mensageiras da Ressurreição são mulheres. Ele proibiu que o homem se divorciasse, em uma época em que só este poderia divorciar-se sem motivos sérios. Jesus certamente não era misógino.

Mas e São Paulo? “Que as mulheres sejam submissas aos seus maridos, como ao Senhor”, afirma Paulo.

 Não se trata, portanto, de uma escravidão, mas de amor. Depois de três frases de conselhos às mulheres, Paulo se dirige também aos homens. “Amai vossas mulheres como Cristo ama sua Igreja”. A relação é recíproca, ainda que não seja simétrica. A passagem (Carta aos Efésios, cap. 5) começa assim: “Sede submissos uns aos outros”; e termina com estas palavras: “No demais, que cada um ame a sua mulher como a si mesmo; e a mulher, que respeite o marido”.

Recomenda discrição às mulheres nas assembleias, para que a comunidade cristã não seja objeto de críticas na sociedade pagã, mas, no último capítulo da Carta aos Romanos (cap. 16), é às mulheres a quem dirige as saudações mais carinhosas.Existe uma mulher, Maria, nova Eva, que é a pessoa humana mais perfeita. Ela não é uma deusa nem uma semideusa, e sim a Mãe de Deus.Maria, Virgem e Mãe, está evidentemente nas antípodas da cultura atual, que exalta sexualidade separada da maternidade.

No entanto, para todos os cristãos – e não somente para os católicos –, Maria tem um lugar absolutamente eminente.

Ela é a mulher por meio de quem Deus veio ao mundo. Ela ofereceu sua fé a Deus, ao contrário de Eva, que preferiu confiar no que o Tentador lhe prometeu. Maria é a nova Eva. A saudação do anjo, “Ave”, em latim, retoma, em sentido inverso, as letras do nome de Eva. 

São Paulo não nomeia Maria, mas diz de Jesus que “nasceu de uma mulher”. Na Bíblia, é sempre o pai quem dá nome aos filhos. Nosso São Paulo, a quem alguns consideram misógino, reconhece o lugar único de Maria entre todas as criaturas: é dela, e somente dela, de quem Deus nasceu.A Igreja vive em uma sociedade que se caracteriza fortemente pelos preconceitos da época. Mas, na história da Igreja, um considerável número de mulheres ocupou lugares decisivos.

Especialmente as religiosas.

Costuma-se contar frequentemente que faltou um concílio para decidir se as mulheres tinham ou não alma. Isso é pura lenda. As mulheres sempre tiveram acesso ao Batismo: se não tivessem alma, para que deveriam ser batizadas? No famoso Concílio de Mâcon (585), nunca foi uma questão de alma. Simplesmente um bispo perguntou se era lógico chamar a “mulher” de “homem”. Quinze séculos se passaram e não progredimos muito: estamos condicionados por um vocabulário herdado do latim.

Mas seria fácil encontrar toda uma série de julgamentos fortemente pejorativos sobre as mulheres, feitos por homens de Igreja: se é fraca; se se deixou enganar; se é sedutora; se é charlatã, desperdiçadora, possessiva, muito emotiva, escrava das aparências etc.

Esta coleção de absurdos não honra os que a alimentaram. Mas quem é tão forte, que não ceda aos preconceitos da sua época e do seu ambiente?

Frente a isso, a história dos santos apresenta muitos casos de magníficas duplas: Francisco e Clara de Assis, Teresa de Ávila e João da Cruz, Francisco de Sales de Joana de Chantal, Vicente de Paulo e Luísa de Marillac. Catarina de Siena nunca hesitou em fazer várias advertências aos papas que lhe pareciam covardes demais.

 Na nossa época, o Papa João Paulo II teve uma profunda cumplicidade com a Madre Teresa e com Chiara Lubich, fundadora dos Focolares. As mulheres também são numerosas no catálogo dos santos. Não é algo recente: no cânon romano, a oração eucarística mais antiga menciona numerosas mulheres.

As superioras das comunidades religiosas femininas contavam com uma autoridade real. Isso depende de cada caso, segundo as épocas e de acordo com cada congregação. Mas os bispos e os capelães das freiras sabem, depois de muito tempo, que não devem tentar interferir muito na vida interna das comunidades. No século XIX, as mulheres que tiveram a máxima autoridade foram as fundadoras e as superioras das comunidades religiosas. E foram muitas!Na vida concreta da Igreja atualmente, muitos cargos de responsabilidade são ocupados por mulheres.

Mais do que na sociedade civil.Quando a pessoa contempla a vida de uma paróquia, ou inclusive de uma diocese, descobre que muitas responsabilidades importantes são ocupadas pelas mulheres.

Inclusive nas especialidades consideradas masculinas, como nas finanças.

 Nos conselhos paroquiais ou diocesanos, são maioria. Por isso, não surpreende que, em média, as mulheres representem dois terços dos fiéis, contra um terço de homens.

Quanto aos cargos de responsabilidade, se muitas mulheres os ocupam, é porque estas se adaptam mais facilmente às jornadas parciais e a salários mais baixos do que poderiam almejar.

Não se trata de dissimular as razões econômicas, mas, ao contrário, o fato constata que as mulheres não são vítimas de uma discriminação negativa.Várias mulheres também estão presentes nos serviços da Santa Sé. Se são minoria, isso se deve a que a maior parte dos funcionários é constituída por sacerdotes.

A ordenação sacerdotal está reservada aos homens, não só por uma disciplina da Igreja, mas pela natureza do sacramento da Ordem.

No texto antes citado (Efésios 5), São Paulo faz o paralelismo entre a relação homem-mulher e a relação entre Cristo e a Igreja.

Cristo é o Esposo da Igreja, como, no Antigo Testamento, Deus se apresenta como o Esposo de Israel. O próprio Jesus se denomina assim (Mateus 9, 15).

Nos Evangelhos, está claro que Jesus escolheu muito especificamente os 12, doze homens, para representá-lo: chamou cada um pelo seu nome; explicou-lhes os segredos do Reino; deu-lhes o Espírito Santo para o perdão dos pecados; enviou-lhes em missão, para pregar e batizar: “Quem vos escuta, a Mim escuta”.Depois dos apóstolos e pela imposição das mãos, o sacramento da Ordem torna os bispos e sacerdotes representantes de Cristo, Esposo da Igreja. O próprio Papa não pode deixar de levar em consideração este simbolismo bíblico.

A ordenação de homens não é, portanto, uma simples decisão de disciplina eclesiástica ou um mero costume.Esta postura é comum a todos os cristãos, para quem a ordenação é um verdadeiro sacramento. A postura protestante é diferente, porque, para eles, todos os batizados são igualmente sacerdotes.

No final da sua formação, o futuro pastor se beneficia de um simples “reconhecimento ministerial”. Portanto, é comum que os pastores protestantes sejam, indiferentemente, homens ou mulheres.

Muito diferente é a questão da ordenação de homens casados.

A prática existe nas Igrejas Católicas orientais. Homens casados, pastores da Igreja Anglicana que se tornam católicos, podem ser ordenados sacerdotes sem que tenham de se separar de suas esposas.

Existe uma conveniência entre o celibato e o sacerdócio ministerial. Portanto, apesar de algumas deficiências, a Igreja de Roma escolhe seus sacerdotes entre aqueles que optaram pelo celibato “pelo Reino”, como disse Jesus (Mateus 19, 12). Mas esta não é uma questão de dogma.

A cultura contemporânea oscila entre dois pontos de vista contraditórios sobre a relação homem-mulher. A Igreja continua afirmando a diferença e a complementariedade entre os sexos.

Toda uma corrente de pensamento tende a apagar a diferença sexual, reconhecendo nela somente uma dimensão cultural ou social.

“A mulher não nasce mulher, senão que se torna mulher”.

 A fórmula é certa, em um sentido, já que o ser humano está sempre em transformação. Mas, na polêmica, esta frase quer dizer mais do que isso: que é a sociedade quem fabrica os homens e mulheres. Certamente, a biologia mostra algumas diferenças notáveis.

Mas as cirurgias fazem milagres e os transsexuais não hesitam em mostrar sua mudança de sexo.Por outro lado, existem mulheres que se queixam por não encontrar verdadeiros homens.

 Isso acontece no casal, na família e no trabalho. Elas não estão pedindo para ser dominadas por machistas, mas encontrar um complemento, uma ajuda que não seja uma cópia delas mesmas. “Ajuda”: esta é a palavra que o livro do Gênesis emprega quando fala de Adão e Eva.

É por isso que, do ponto de vista meramente humano, a Igreja não pode deixar de advertir contra a homoparentalidade.

 

 

O Papel das Mulheres no Plano de Deus

 

 

Uma máquina de lavar roupas é uma invenção bem útil, mas faz um péssimo serviço lavando pratos ou cozinhando o almoço. Isto porque a máquina de lavar nunca foi projetada para lavar pratos ou para preparar uma refeição. Foi projetada para lavar roupas, e nesse papel ela é de muito auxílio. Todos reconhecem a necessidade de usar as máquinas da maneira que seus inventores pretendiam. Deus criou a humanidade, e funcionamos melhor quando cumprimos os propósitos para os quais ele nos criou.

Deus criou o homem e a mulher separadamente e planejou papéis especiais para cada um. Assim como uma máquina de lavar não cozinha bem, assim não podemos nos sair bem quando tentamos cumprir um papel para o qual Deus não nos projetou. Mas assim como uma lavadora é muito útil para o seu propósito especial, assim tanto os homens como as mulheres podem servir e glorificar a Deus em seus campos de ação dados por Deus.

 

Limitações

No lar. "As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor.... Como, porém, a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido" (Efésios 5:22,24). "Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor" (Colossenses 3:18). As mulheres mais velhas sejam orientadas para ensinar as mais novas a serem "…sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada" (Tito 2:3-5). "Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido..." (1 Pedro 3:1).

As instruções da Bíblia são claras. As mulheres devem submeter-se aos seus maridos. Essa submissão não indica inferioridade. Mesmo Jesus se submeteu ao Pai, entretanto ambos, Pai e Filho, participam igualmente da natureza divina. Do mesmo modo, esposo e esposa têm igual valor como pessoas, mas Deus ordena que o esposo guie a família.

As esposas devem obedecer a vontade de seus esposos em tudo, exceto quando essa vontade contradiz a Palavra de Deus (note o princípio de Atos 5:29).

Nas igrejas."Como em todas as igrejas dos santos, conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. Se, porém, querem aprender alguma cousa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja" (1 Coríntios 14:33-35).

As mulheres não devem falar na igreja! O tipo de fala que é mencionado nesse contexto é dirigir-se a toda a congregação, tal como é feito por alguém que está dirigindo alguma parte do culto.

Paulo não se refere ao cantar junto com toda a igreja, e não se refere às ordens sussurradas a uma criança.

Ele também não se refere a uma situação de estudo da Bíblia, do qual participe talvez somente uma certa parte da igreja (note 1 Coríntios 14:23).

Mas no culto da congregação, as mulheres não devem falar dirigindo-se ao grupo, nem mesmo para fazer uma pergunta. Mulheres que pregam ou dão testemunho nos cultos de adoração nas igrejas simplesmente desobedecem o mandamento de Deus e devem notar os versículos que se seguem a esse mandamento: "Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. E, se alguém o ignorar, será ignorado" (1 Coríntios 14:37-38).

Em geral. "Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo" (1 Coríntios 11:3). "A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio" (1 Timóteo 2:11-12). A mulher cristã não deve tomar uma posição de liderança sobre os homens, no lar, na igreja, e nem na sociedade em geral.

A mulher que se torna pastora de uma igreja, ou ensina uma aula contendo homens, está errada. Alguns tentam limitar esses trechos à cultura do primeiro século. Mas note cuidadosamente que no contexto de 1 Timóteo 2, as razões que Paulo oferece para seu ensinamento não estão limitadas a uma cultura. "Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva. E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão" (1 Timóteo 2:13-14). Paulo baseia seu ensinamento na ordem da criação; o fato de que Deus criou primeiro o homem mostra sua intenção para que o homem seja o guia.

 Ele também mostra as conseqüências quando a mulher tomou a direção e o homem a seguiu.

Eva foi enganada pelo que o tentador disse, isto é, creu em sua mentira. Adão não foi enganado; ele comeu o fruto mesmo sabendo que estava errado. Ele seguiu a orientação de sua esposa.

Tanto a criação como a queda ensinam que a vontade de Deus é que os homens tenham a autoridade. Claramente, Deus não quer que mulheres dirijam igrejas!

A objeção mais comum a esses textos é que Deus deu à mulher talentos que devem ser usados em seu serviço. Isso é verdade, porém esses talentos devem ser usados de uma maneira aprovada por Deus.

 Nunca é certo violar as Escrituras. Deus, certamente, deu às mulheres muitos talentos e as mulheres cristãs desempenham um papel igualmente útil na obra do Senhor, como o fazem os homens.

A máquina de lavar e o fogão são ambos úteis; eles simplesmente cumprem funções diferentes.

O Trabalho das Mulheres

No evangelho. Há muitas maneiras nas quais mulheres podem servir no evangelho. Lucas 2:36-38 menciona que Ana orava continuamente. Nenhuma responsabilidade maior do que a oração existe e as mulheres têm o direito igual ao dos homens a se aproximarem do trono de Deus em oração.

As mulheres podem ensinar. Enquanto não pode ter autoridade sobre os homens, a mulher cristã pode e deve ensinar outras mulheres e crianças (Tito 2:3-5), e se ela mantém um espírito humilde, pode também ajudar os homens a entenderem melhor as Escrituras (Atos 18:24-26).

No primeiro século, as mulheres profetizavam (Atos 2:17-18; 21:9), isto é, revelavam a vontade de Deus pela inspiração do Espírito Santo.

 Débora, no Velho Testamento, era uma mulher bastante procurada por causa de seu sábio aconselhamento.

A fé de Timóteo foi atribuída à influência de sua mãe e avó, as quais eram devotas. As mulheres cristãs devem conhecer as Escrituras e serem capazes de mostrar humildemente qual é a vontade de Deus.

O Novo Testamento ressalta freqüentemente o trabalho que as mulheres faziam, sem especificar exatamente qual era esse trabalho (Romanos 16:12; Filipenses 4:2-3; Atos 1:14; 9:2; 17:12). As mulheres devem trabalhar para encorajar, admoestar e edificar.

Através do exemplo de uma vida espiritual, as mulheres devem adornar o evangelho de Cristo (Tito 2:3-5). Pedro mostra que as mulheres devem dar mais importância ao caráter interior e menos à aparência externa (1 Pedro 3:1-6). Tanto os homens quanto as mulheres devem ser o sal da terra e a luz do mundo (Mateus 5:13-16).

Enfim, mulheres e homens são iguais diante de Deus e ambos têm maneiras importantes pelas quais devem servir a Deus (Gálatas 3:28).

No serviço. Quando lembramos que Jesus disse que o maior no reino de Deus será aquele que serve (Marcos 10:35-45), então parece muito provável que as pessoas maiores no reino têm sido as mulheres.

A Bíblia menciona várias mulheres, por exemplo: Dorcas, que continuamente praticava ações de bondade e caridade (Atos 9:36-39); uma Maria que "muito trabalhou por vós" (Romanos 16:6); Febe que servia à igreja de Cencréia (Romanos 16:1-2); e Maria, irmã de Marta e de Lázaro, que ungiu o corpo de Jesus para seu sepultamento (Marcos 14:3-9).

A Bíblia raramente menciona mulheres cristãs sem falar sobre suas boas obras (1 Timóteo 2:9-10; 5:10).

No lar. Deus criou a mulher porque viu que o homem precisava de uma companheira (Gênesis 2:18-24). Homens e mulheres são dependentes uns dos outros (1 Coríntios 11:11). As esposas têm responsabilidade especial como donas de casa (1 Timóteo 5:14; Tito 2:3-5).

Provérbios 31 fala extensamente sobre a bênção que uma boa esposa é para o seu esposo.

As mães têm um papel muito importante na educação de seus filhos.

 É triste que a sociedade moderna desdenhe as mulheres que devotam tempo integral à criação dos filhos e ao cuidado do lar, e exalte as mulheres que dão mais importância às suas carreiras profissionais.

Uma esposa e mãe devota está entre as maiores bênçãos que uma sociedade pode ter e devemos criar nossas filhas para desejarem desempenhar esse papel. Timóteo ajudou grandemente os irmãos, no primeiro século, em parte por causa da influência de sua mãe e de sua avó. Ser uma boa mãe é um trabalho especialmente importante das mulheres cristãs (1 Timóteo 2:15; 5:10,14).

 

Conclusão

Os homens e as mulheres devem ser igualmente ativos na obra de Deus. Nenhum deles deve fazer o que Deus não lhes atribuiu, mas quando cada um trabalha dentro do papel que Deus ordenou, o nome do Senhor será glorificado e sua obra cumprida.

 

 

Estudo realizado por Pastor Rogério Costa

Caxias do Sul – 11/02/16

 

 

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